Se você deixasse surgir uma luz
Que transpassasse qualquer espécie de erro em mim
Eu seria mais você do que eu mesmo
Teria todos os sonhos que existem
Na terra desses homens a esmo.
Fosse eu da ternura um algoz
Ou da canção lírica o martírio
Não me bastariam fronteiras para interromper
Toda essa normalidade necessária
De ser outro, e pudesse me esquecer
[Mas é de ouro toda essa incerteza]
Sonhos errados que tento me eximir
De cair na rua à beira de um abismo constante
E voltar pra casa sabendo que morri
Ao menos sou eu, e não outro.
Todas as fronteiras materiais a parte
Queria a chance de te dar tudo que há em mim
E me livrar do peso de ser esse
A quem dia desses cairá em eterno esquecimento
Se a chuva me permitisse uma conversa
E dos ventos me trouxesse abrigo
Nada disso, preta, nada disso
Seria apenas outro poema em vão.
Poema em vão
~domingo, 29 de janeiro de 2012~
por Robson Assis às 17:57
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